Sanguessuga do meu sangue
Valhacouto ao Estorvo
Um favor ao coitado desamparado, caindo em súplica
Atendido, cedendo as exigências mais e mais fardos
O incomodo se mantém, atrapalhando, encontra-se felizardo
Sem consideração, abusando ao ápice, insanidade cíclica.
Repetição fora do padrão, inoportuno sua definição
Agora obrigado a compadecer, faço e farei intimidado
Aflito em se opor, medo ou covardia? Apenas sendo invalidado
Sangue do meu sangue, impossível rejeitar essa obrigação.
Coagido a acatar, negar minha paz ao estorvo
Acolher o desorganizado, abdico minha responsabilidade
Sentir-se usado como animal, revolta absorvo.
Impor-se, reconquistar o respeito com minha identidade
Não sou seu criado, seu vigarismo adsorvo
Meu irmão, se aproveitou assim, não importa a intimidade.
Anahita Ohmmega - Campinas/SP
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